Vagas especiais são ocupadas por pessoas sem deficiência em Mogi

Uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) aumentou a multa pra quem estacionar nas vagas de deficientes físicos. Em Mogi das Cruzes, 2% de todas as vagas na cidade são destinadas aos deficientes, mas tem gente que não precisa e mesmo assim ocupa estes espaços.

Essa é uma luta diária da dona de casa Cláudia Cristina Franchin Souza: estacionar o carro com a filha Camila que tem paralisia. Cláudia tem a credencial para estacionar em vagas especiais para deficientes físicos, válida em todo o território nacional, mas em Mogi das Cruzes é uma dificuldade conseguir uma delas. “Às vezes preciso dar até três voltas pelo centro para conseguir uma vaga. E na maioria das vezes, são pessoas que não têm necessidades especiais que param na vaga. E se a gente fala alguma coisa, as pessoas acham ruim”, disse.

Foto da placa de local reservados para pessoas com deficiência que tem o símbolo de um cadeirante.

O repórter cinematográfico Willian Ruiz flagrou uma cena de desrespeito. Vários carros sem credencial no painel estavam estacionados. Enquanto Cláudia esperava, uma caminhonete permanecia estacionada durante vários minutos. O motorista sai como se nada estivesse acontecendo e nem abre o vidro para dar explicações. “Às vezes pedimos para o pessoal que passa da zona azul para verificar um carro irregular, elas falam que tem que chamar o trânsito. Uma vez esperei uma hora e não veio ninguém”, disse Cláudia.

Nesse mês o Ministério das Cidades, responsável pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), fez algumas mudanças em relação às vagas destinadas para pessoas com deficiência. A infração passou de média para grave. A pontuação na carteira de motorista subiu de 4 para 5 pontos e além de tudo vai pesar no bolso. A multa que antes era de R$ 85,13 passa para R$ 127,69.

As novas penalizações só começam a valer em janeiro de 2016. O presidente da Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mogi das Cruzes aprovou as mudanças. “A consciência da população ainda não atingiu esse grau de educação que deveria. Mexer no bolso da pessoa acaba punindo melhor”, disse o advogado Armando Miani Júnior.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que o trabalho de fiscalização do uso correto das vagas é feito pelos agentes de trânsito e também pela Polícia Militar e que as funcionárias do sistema rotativo não têm poder de multar os motoristas.

Fonte: site G1.com Mogi das Cruzes e Suzano com informações da TV Diário.

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