São Bernardo oferece oficina de Libras para motoristas e monitores escolares

Condutores e monitores que transportam alunos surdos da Emeb Padre Manuel da Nóbrega, no bairro Jordanópolis, em São Bernardo, perceberam que sinais caseiros não eram mais suficientes para se comunicar com as crianças, com idade entre 3 a 5 anos. Para melhorar o diálogo com os alunos, a direção da escola sugeriu a realização de uma oficina de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Os encontros ocorreram em julho, antes do recesso, com foco na linguagem do dia a dia dentro do transporte escolar. “Antes da oficina, os  condutores e monitores tentavam se comunicar utilizando sinais improvisados, o que deixava as crianças muito agitadas, pois não havia êxito na comunicação”, explica Adriana Santiago, chefe de Seção da Educação Especial da Secretaria da Educação de São Bernardo.

A oficina de Libras cumpriu seu objetivo. Além de melhorar a comunicação entre transportadores e alunos, consolidou o vínculo afetivo. “No início, era muito complicado de entendê-las. A comunicação era muito difícil. O fato de não serem compreendidas, as deixavam muito agitadas. Imagine ser cumprimentada todos os dias e não responder? Era o que eu fazia. Depois de aprender o sinal de bom dia, fiz questão de cumprimentá-las todas as manhãs. Elas ficaram muito surpresas e felizes”, lembrou a monitora Simone Damaceno, de 35 anos.

“Agora as crianças estão mais calmas e alegres. Elas sorriem mais e ficam mais animadas durante o trajeto. Também conseguimos mantê-las mais seguras durante o transporte,  ressaltando a importância do uso do cinto de segurança durante o percurso”, afirmou a monitora Cleonice Santana Angeli, de 50 anos.

A professora Débora Frois de Souza Santos colaborou na elaboração do material e foi a monitora nos dois dias de oficina. “Não imaginava que essa ação faria tanta diferença no dia a dia dos alunos. Comunicar-se plenamente é um direito de todos, inclusive das crianças surdas. Agora, os alunos chegam e vão embora muito mais felizes e tranquilos, porque sabem que serão compreendidos”, disse. Para complementar o aprendizado, Débora, inclusive, gravou dois vídeos e enviou ao condutores por meio do Whatsapp.

Atendimento aos surdos

A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria da Educação, iniciou o atendimento aos alunos surdos em 1957. Atualmente, as aulas são concentradas nas EMEBE Neusa Basseto, (Ensino Fundamental I e II); e nas escolas-polo EMEB Padre Manuel da Nóbrega (Ensino Infantil) e EMEB Neusa Macellaro Callado Moraes (Ensino Fundamental I) e no Centro de Qualificação Profissional (CQP) de Educação de Jovens e Adultos (EJA). No total, são atendidos 75 alunos surdos. A rede municipal de Educação conta com mais 1,4 mil alunos na Educação Especial.

Os estudantes surdos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental das escolas-polo aprendem Libras no período da manhã para estabelecer relações linguísticas com os seus pares, sendo que a regência das aulas conta com um professor surdo em todas as turmas. À tarde, esses alunos frequentam suas respectivas turmas, onde também estudam alunos ouvintes. Neste período, há dois professores em cada sala: um é o regente que ministra as aulas dos diferentes conteúdos curriculares e o outro é o mediador, que dá acesso aos temas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Já os alunos da EJA são acompanhados por professores mediadores durante todo o período de aula, garantindo, desta forma, o acesso ao conhecimento.

ATENÇÃO: a fonte das matérias publicadas neste blog, sempre será indicada. Caso tenha alguma dúvida sobre a matéria ou algo nesse sentido, peço a gentileza em entrar em contato com os responsáveis pela a fonte.

Fonte: site ABC do ABC com fotos de Gabriel Inamine/PMSBC.

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