Para ajudar filho com diabetes, pai cria pâncreas biônico

Descrição da imagem: aparelho criado por pai de garoto está inserido em sua perna.David Damiano foi diagnosticado com diabetes tipo 1 ainda aos 11 meses de idade. Apesar de conseguir levar uma vida normal, a criança sempre foi motivo de preocupação dos pais, já que deveria verificar seu índice de insulina várias vezes ao dia, além de ter uma série de cuidados alimentares. Engenheiro na área médica, Ed Damiano, pai do garoto, costumava acordar várias vezes por noite, diariamente, para acompanhar a saúde do filho.

Foi então que pensou como seria cuidar de David quando ele completasse 17 anos e se mudasse para outra cidade para cursar a faculdade. Preocupado com o bem-estar de David, Ed decidiu aplicar seus conhecimentos para criar um gadget que fosse capaz de monitorar a glicose no sangue e injetar insulina no organismo automaticamente, iniciativa que deu origem aoPâncreas Biônico.

O diabetes tipo 1, que afeta milhares de pessoas no mundo, é uma doença autoimune que destrói as células do pâncreas que produzem insulina, hormônio responsável por transformar o carboidrato dos alimentos ingeridos em energia. Dessa forma, em vez do açúcar gerado ir para os músculos, ele fica no sangue, criando um efeito tóxico que afeta o corpo em diferentes níveis, podendo ser mortal.

A doença ainda não tem cura e, apesar de não ser nem um pouco rara, tem tratamentos incrivelmente limitados. Em 2004, quando David tinha 5 anos, Ed Damiano deu início às suas pesquisas junto a um time de especialistas da Universidade de Boston, nos EUA. O grande desafio era criar um sistema inteligente, capaz de dosar a insulina injetada no corpo de acordo com as necessidades do paciente – como afirma o engenheiro, dosar insulina é uma verdadeira arte. Além disso, o gadget deveria funcionar dia e noite, evitando o excesso de açúcar no sangue durante o sono.

O Pâncreas Biônico desenvolvido por Ed e sua equipe consiste em um sensor que monitora os níveis de glicose constantemente. As informações são enviadas para um transmissor e passadas para o iPhone, em que um app, desenvolvido especialmente para o Pâncreas Biônico, ajusta a dose de insulina ou glucagono (para baixar ou aumentar o nível de insulina, respectivamente) e duas pequenas bombas contendo os hormônios fazem o serviço, de forma automática. Já testado em animais e em humanos, o Pâncreas Biônico será apresentado aos órgãos de saúde norte-americanos em 2015 e deve ser aprovado para uso em pacientes já em 2017.

Fonte: Hypeness.

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