Papelão muda a vida de crianças com deficiência

Descrição da imagem: em uma sala, uma boneca representando uma criança com deficiência está apoiada em uma mesa de papelão.Sylvia Maxine VanDunk se curvou sobre uma mesa de marcenaria e passou cuidadosamente uma camada de cola branca com um tubo de apertar. Em seguida, recobriu o papelão com uma camada de cola transparente, saída de uma pistola de cola quente.

O papelão que se encontrava em cima do balcão era muito forte. Como VanDunk estava fazendo uma cadeira sob medida e esse era justamente o assento, ela acrescentava uma segunda camada de papelão.

“Cola branca e cola quente”, afirmou Jessie Lora. “Essas duas formam um belo par”. VanDunk pressionou a segunda camada sobre a base repleta de cola. “Está perfeitamente reto?”, questionou Lora. “Sim”, garantiu VanDunk.

Elas estavam trabalhando juntas em uma oficina localizada em uma loja no distrito das roupas de Manhattan, criando móveis que permitem que crianças com deficiências possam se sentar, comer e brincar com os colegas de classe em mesas comuns.

Cada uma das peças foi criada seguindo exatamente as dimensões exigidas para a criança pela Adaptive Design, uma pequena e importante organização sem fins lucrativos. Uma série de fotos de antes e depois acompanham a jornada de pessoas que finalmente puderam usar os móveis certos.

Uma delas mostrava uma menina de cerca de 6 anos deitada em um tapete ao lado de um grupo de leitura. Ela não tinha tônus muscular suficiente para se sentar, a menos que fosse colocada entre as pernas de um adulto, mas era incapaz de virar as páginas do livro enquanto estava deitada de lado.

A imagem seguinte mostrava a mesma menina sentada em uma cadeira sem pés, como um trenó com encosto. Uma tira a mantinha sentada. Suas pernas – com aparelhos que iam das canelas aos tornozelos – ficavam esticadas à sua frente. Em resumo, ela estava sentada no chão como todas as outras crianças durante a aula de leitura. Distraída com o livro que estava em seu colo, ela o mexia de um lado para o outro para ver as figuras e os textos: “Eu sou Dan, o homem voador”.

IncrÍvel. A vida dessa menina foi transformada com papelão e cola quente. Isso é simplesmente incrível. “Ter que se sentar com os adultos é coisa de bebezinho”, afirmou Alex Truesdell, diretora executiva da Adaptive Design. “Agora ela pode dizer a todo mundo que consegue se sentar sozinha”.

Há quase 30 anos, Truesdell, que trabalhava temporariamente com crianças cegas no Maine, entrou em um depósito em busca de uma mesinha de plástico. Para alcançá-la, precisou tirar uma cadeira de papelão verde do caminho. Ela havia sido construída por um artesão desconhecido para um adulto cujos membros eram assimétricos – pernas e braços tinham tamanhos marcadamente diferentes.

Potencial. Embora ela tivesse ouvido falar de móveis ajustados, nunca havia se dado conta do potencial do papelão. Alguém havia dito que uma cópia do livro, “The Further Adventures of Cardboard Carpentry: Son of Cardboard Carpentry”, (As novas aventuras da marcenaria de papelão: o filho do marceneiro de papelão, em tradução literal) podia ser comprada nos arredores de Boston, em Massachusetts, perto de onde ela vivia. “Fui dirigindo feito louca de Bangor a Boston”, contou Truesdell.

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Para construir uma mesa de pebolim em que as crianças pudessem usar as mãos, Amanda Parker, estudante do quarto ano de educação, colaborou com Vanessa Strubbe, estudante de design industrial na Universidade de Bridgeport, e Rodney Forte, veterano da Marinha e estudante de engenharia.

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O que é. O papelão é produzido dos papéis compostos das fibras da celulose, que são virgens ou reciclados

 Fonte: site do Jornal O Tempo

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