Escola inclui ensino da Libras e vira referência

Descrição da imagem: em uma sala de aula tem duas professoras, uma ensinando aos alunos ouvintes e outras que é intérprete ensina aos alunos com deficiência auditiva.Uma escola encontrou uma alternativa para incluir os alunos com deficiência auditiva dentro de sala de aula: ensinar uma a língua de sinais junto com as matérias convencionais. A escola municipal Maria Aparecida Ronconi, no Jardim Jussara, é a única que faz esse tipo de trabalho na rede municipal de São José dos Campos.

A rotina em sala de aula é diferente, enquanto o professor passa o conteúdo das matérias, um pedagogo traduz o que está sendo dito em libras, a Língua Brasileira de Sinais. “A maioria das nossa professores convivem na comunidade surda, o que dá a elas uma fluência um pouco maior dentro da língua de sinais”, disse a professora Patrícia Fonseca.

A escola é a única bilíngue na rede municipal da cidade e atende 19 alunos com algum grau de surdez.

O estudante Ricardo é um deles, ele está na 1ª série e a mãe já percebeu os resultados desse novo método. “Ele é outro, mudou tudo. Em menos de um mês na escola ele já aprendeu a fazer o nome dele em libras. Fiquei surpresa em casa quando ele chegou mostrando para a gente. Para mim a escola está sendo fundamental”, afirmou Delma Alencar.

O metódo também está ajudando a comunicação em casa. Os pais dos alunos também aprendem a se comunicar em libras. Esse é o caso da mãe do Francisco. “Se ele quisesse ir em um lugar… Ele não sabia diferenciar data de mês, tudo do dia a dia era muito difícil, mas agora está tudo sob controle, disse Roseane Alves.

Na escola, os alunos também aprendem que não é preciso falar para mostrar o que sentem. Em um teatro, cada gesto e cada expressão dizem muito, e não apenas para eles. “Desde o início, a criança tendo contato com essa diversidade, cresce um adulto melhor, um adulto acolhedor. Um adulto que respeita as diferenças, acolhe as diferenças e assume o papel de crescer dentro da mesma sociedade”, afirmou a professora.

Fonte: site G1.com Vale do Paraíba e Região.

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