Educação Inclusiva: Iniciada a II Etapa do Projeto Ciranda Braillendo

Foto de três deficientes visuais 'lendo' um ata em Braille.A Secretaria de Estado da Educação (Seed), em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), iniciou na manhã desta terça-feira, 28, na Biblioteca Epifânio Dória, a II Etapa do Projeto Ciranda Braillendo. 

Essa ação tem como objetivo aprimorar o sistema Braille junto a professores e pessoas cegas, além de desenvolver atividades de leitura e escrita do sistema.  As atividades do Ciranda Braillendo acontecerão todas as últimas terças-feiras do mês, no período de julho a dezembro. 

A professora Luciene dos Santos, coordenadora do projeto Ciranda Braillendo enfatizou que o encontro reúne professores e deficientes visuais de todo o estado e que nesta edição aumentaram o número de vagas para profissionais que trabalham com a educação inclusiva. 

“Queremos, além de proporcionar esta formação, movimentar o setor de Braille da biblioteca que tem um acervo muito rico e não conhecido pelo grande público”, ressaltou a coordenadora. 

Para o radialista Genivaldo Pinheiro, que participou da I etapa do projeto, essa ação fundamental para proporcionar o cego a interagir com o mundo e com as pessoas. 

“Iniciativas como essas dignificam a pessoa com deficiência promovendo uma verdadeira inclusão, troca de experiência com outros cegos, ampliando nosso conhecimento e informação sobre todas as coisas”, disse o radialista. 

O professor Edvaldo dos anjos, que é revisor de textos em Braille da Universidade Federal de Sergipe destacou a essa ação, além de promover a inclusão abre novos horizontes para pessoa com deficiência. 

“Tendo o conhecimento do Braille, o cego pode estudar e ter uma formação acadêmica. Hoje a UFS tem cerca de 10 estudantes cegos e é necessário a realização de formação desse tipo para garantir o direito à educação a todos”, disse Edvaldo. 

Parceria

A professora Sônia Carvalho, diretora técnica da Biblioteca Epifânio Dória, destacou a importância da parceria entre Seed e Secult, que deve estar de mãos dadas pela inclusão. 

“É uma parceria sábia porque a inclusão dialoga com as duas pastas, a Educação e a Cultura, proporcionando aos deficientes visuais pelo conhecimento do seu papel na sociedade enquanto cidadão”, disse Sônia Carvalho. 

A diretora da Epifânio Dória acrescentou que a sala de Braille da biblioteca conta com rico acervo de livros em todas as áreas, romances, livros técnicos, jurídicos, periódico e que brevemente este setor será reinaugurado com acessibilidade total. 

Dieesp

A chefe da Divisão de Educação Especial da Seed (Dieesp/Seed), Aparecida Nazário, informou que a II Etapa do Projeto Ciranda Braillendoé mais uma ação que visa promover a inclusão educacional e social da pessoa com deficiência. 

“Queremos incentivar a pessoa com cegueira ou baixa visão a ler mais e interagir com outras pessoas”, diz. “Temos sala de recursos multifuncionais em escolas de todas as Regionais de Educação (DREs) que garantem a boa qualidade do ensino, não só de alunos cegos, mas de pessoas com surdez, deficiência intelectual e motora”, frisou a chefe do Dieesp.

Fonte: site do Governo de Sergipe.

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