Surfista deficiente visual também se arrisca no skate downhill

Descrição da imagem: em uma rua o deficiente visual Derek Rabelo está segurando em sua mão direita uma muleta para o guiar e na mão esquerda um skate. Ele está com um camiseta azul, uma bermuda com listras nas cores branca, azul e vermelho, com chinelo azul e óculos de sol azul.Enquanto os pilotos do Mundial de Skate Downhill, no Mega Space, em Santa Luzia, se preparavam para entrar em ação, fazendo a inscrição, vestindo seus macacões e ajustando os equipamentos, um jovem chamava atenção de quem estava presente. O surfista Derek Rabelo, de 22 anos, mostrava desenvoltura por onde passava.

Cego, ele aceitou o desafio de competir e mostrar, mais uma vez, seu poder de superação. “Já participei da última etapa, em Lima. Fiquei entre os 30. Foi demais”, comemora Derek, de 25 anos.

Apesar do tombos inevitáveis já terem acontecido, ele não mostra arrependimento. “Há um ano, estava na minha cidade (Guarapari) em um dia sem ondas. Conheci uma turma do downhill, que me mostrou o esporte e me entusiasmei. É bem diferente do surf”, relata.

Para descer a pista de 1,2km, Derek vai com calma, mas precisa da memória para percorrer o trajeto. “Decorar o caminho é fundamental. O perigo é até maior do que na água, tento acelerar pouco até para preservar minha integridade física. Ser um surfista ajuda em algumas coisas, mas em outras é preciso adaptação”, completa.

Mulheres mostram igualdade com os homens no Skate downhill

Apesar dos homens serem a maioria na etapa do Mundial de Skate Downhill, no Mega Space, em Santa Luzia, as mulheres também mostram sua força e talento. A paulista Reine Oliveira, de 32 anos, é uma das pioneiras da modalidade no país. Adepta de outras modalidades do skate, ela começou no downhill há apenas quatro anos e já é patrocinada por marcas que fazem sua participação no cenário internacional ser constante.

“Assim como no masculino, no feminino o Brasil é uma referência. Temos aqui, também, a Georgia Botorin. Ela ficou entre as top três do mundo no último ano”, mostra.

Com filho e marido – além de estar vivendo um outro momento na carreira – , Reina acaba não participando de todas as etapas, mas já deixou sua marca na história do esporte. “BH é a Disney do esporte. Não tem lugar parecido no mundo. Vim aqui fazer dois episódios para um programa de TV. Mas a coisa rendeu tanto, que fizemos quatro episódios”, lembra, elogiando a exigência técnica e os formatos das vias mineiras. 

Fonte: site do Jornal O Tempo por Daniel Ottoni – Foto: Alex de Jesus.

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