Sinais do AVC são desconhecidos

Descrição da imagem: ilustração de um cérebro humano com várias informações sobre AVC.As doenças cardiovasculares são responsáveis por uma morte a cada dois minutos no Brasil, dentre as quais o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é responsável por mais de 30% desses óbitos. Trocando em miúdos, 100 mil brasileiros morrem todos os anos vítimas do AVC, também conhecido como derrame.

No dia mundial de combate à doença, celebrado hoje, especialistas em saúde fazem um alerta para a necessidade de mais atenção aos sintomas e à prevenção.

A doença afeta o cérebro, que precisa de oxigênio e dos demais nutrientes transportados pelo sangue para funcionar. “Quando um dos vasos responsáveis por conduzir o sangue ao cérebro se rompe, o sangue não circula. É o que chamamos de AVC hemorrágico. Agora, quando o vaso é obstruído por um coágulo que impede a circulação do sangue, ocorre o chamado derrame isquêmico, que é três vezes mais frequente”, explica o neurologista do Hospital Santa Catarina, Dr. Maurício Hoshino.

Pesquisa divulgada há poucos dias pela Organização Mundial do AVC (WSO) concluiu que grande parte da população brasileira não sabe reconhecer os sintomas do derrame. Foram ouvidos 511 brasileiros neste mês de outubro. Apenas 10% dos entrevistados apontaram a fala arrastada e dormência facial, enquanto 25% citaram dor de cabeça e tontura como sinais do AVC.

Treze por cento não conseguiram relatar nenhum sintoma do AVC. Apenas 13% souberam dizer que as mulheres têm mais risco para o AVC em relação aos homens. Segundo a WSO, se na população geral, uma a cada seis pessoas deve sofrer de AVC, entre as mulheres, uma em cada cinco terão o problema.

A maioria dos entrevistados, 92%, soube dizer que o correto a se fazer diante dos sintomas do AVC é acionar os serviços de emergência e levar a pessoa imediatamente a um hospital. O acidente vascular cerebral atinge aproximadamente 17 milhões de pessoas ao ano, de acordo com a WSO.

O supervisor do setor de cardiologia clínica do Hospital do Coração (HCor), Dr. Ricardo Pavanello afirma que a doença é a principal causa de incapacidade no mundo, e que a incidência do AVC é maior que a do infarto em populações menos favorecidas. “Praticar atividades físicas regularmente, optar por uma alimentação balanceada, controlar o peso, não fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas ajuda a se manter saudável e longe do AVC”.

Sinais. Para saber se uma pessoa está tendo um AVC, a WSO recomenda uma avaliação que consiste em três passos simples e rápidos: pedir para a pessoa sorrir e observar se o sorriso está torto, depois verificar se consegue levantar os dois braços, e, finalmente, pedir para repetir uma frase e identificar se há alguma diferença na fala, se está enrolada ou arrastada.

Fonte: site do Jornal O Tempo.

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