Semáforos sonoros já estão funcionando na praça Sete

Novidade tem o objetivo de auxiliar a travessia, principalmente, dos deficientes visuais na capital. A previsão é que até a próxima semana 50 equipamentos estejam instalados em quatro regiões da cidade.

A partir desta quarta-feira (23), quem passar pelo cruzamento da Praça Sete, entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas, no centro da capital, irá encontrar novos dispositivos de indicação sonora nos semáforos. A novidade tem o objetivo de auxiliar a travessia, principalmente, dos deficientes visuais na capital. A previsão é que até a próxima semana 50 equipamentos estejam instalados em quatro regiões da cidade.

O orçamento previsto para o projeto é de R$ 48 mil. Segundo a BHTrans, além da Praça Sete, o equipamento já funciona em frente ao Instituto São Rafael, na Avenida Augusto de Lima com Avenida do Contorno, no cruzamento das Avenida Paraná com Rua dos Tamoios, e Rua dos Tupis com Rua São Paulo. Até o final da próxima semana, a previsão é que os cruzamentos Praça da Liberdade e o Mercado Central também recebam o dispositivo.

De acordo com analista de transporte e trânsito da BHTrans, Marcos Fontura, a meta é instalar os equipamentos em toda a cidade. “Belo Horizonte, atualmente, tem 1.000 locais com semáforos, que permitem uma travessia segura. Porém, queremos uma cidade para todos e que esse direito esteja disponível a toda população.Para isso, temos reuniões periódicas em que vamos traçando as prioridades junto a esses grupos, mas a meta é implementar em toda a cidade”, destaca.

Como funciona. Antes de realizar a travessia, uma caixa amarela fixada no poste do semáforo para pedestres irá emitir sons. Ele indica que a via está apta para ser atravessada com segurança pelo pedestre. Quando o tempo da travessia estiver terminando, o aviso sonoro ficará mais acelerado, portanto, a pessoa saberá que aquele momento não é adequado para iniciar a travessia. Quando não há sons, indica que o semáforo está aberto aos veículos e fechado para os pedestres.

Para o membro do Movimento Unificado de Deficientes (Mudevi), Wilian Nascentes, o novo equipamento é um começo para a independência dos deficientes visuais na capital. “São conquistas para a cidade como um todo, ajuda tanto uma pessoa mais idosa, quanto alguém que possa estar desatenta. Porém, para nós, é um grande passo, em que temos uma maior garantia de segurança. Nem sempre é possível e é a melhor opção é contar com a ajuda de alguém”, conta.

Apesar da novidade, alguns ajustes ainda precisam serem realizados. Para o coordenador de políticas para pessoas com deficiências de Minas Gerais, Romerito Nascimento, o áudio dos equipamentos ainda são baixos. “Nosso sentido de localização, muitas vezes é auxiliado pela audição. Por isso, em, locais de grande movimento, como a praça Sete, é melhor que os sons sejam mais altos”, explicou.

Segundo a BHTrans, a partir das reclamações e sugestões dos usuários, novos testes e ajustes serão realizados aos equipamentos.

ATENÇÃO: a fonte das matérias publicadas neste blog, sempre será indicada. Caso tenha alguma dúvida sobre a matéria ou algo nesse sentido, peço a gentileza em entrar em contato com os responsáveis pela a fonte.

Fonte: site do jornal O Tempo por Letícia Fontes com foto de Alex de Jesus.

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