Projeto cria jogo de memória para ensinar Libras

No Brasil, existem mais de 9,7 milhões de deficientes auditivos, segundo o Censo 2010. Diante dos desafios de promover a comunicação entre ouvintes e surdos e ampliar o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), o projeto Librário: libras na escola e na vida, que é parte do Projeto Design Digital para inclusão de deficientes auditivos, da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), promove a aplicação de jogos pedagógicos que modificam a realidade de quem deseja aprender a Libras.

O jogo consiste em um baralho de cartas com sinais em libras e palavras em português, que busca ensinar por meio de um jogo de memória. Foram criados dois tipos de baralho: um consiste em palavras do cotidiano e outro é um jogo de Artes Visuais. Para a coordenadora do projeto, Rita Engler, também é uma forma de mostrar elementos da linguagem visual e das artes para os estudantes.

Das escolas atendidas, a Escola Municipal Júlia Paraíso, em Belo Horizonte, tem-se destacado, pois disponibilizou carga-horária da disciplina Artes para a aplicação do jogo entre os alunos. Na percepção da intérprete de Libras da escola, Bruna Pereira, “os ouvintes gostam de aprender libras, mas alguns não tem interesse por achar muito complicado, por isso o baralho tem sido uma forma lúdica que facilita este processo”.

Como resultado do sucesso do trabalho, a tecnologia social do Librário foi a vencedora, na categoria “Universidades e Institutos de Pesquisa”, da 8ª edição do Prêmio de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil. O prêmio de R$50 mil foi entregue à coordenadora Rita Engler, durante cerimônia realizada em Brasília no dia 10 de novembro.

Além desta conquista, o Librário foi selecionado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), como um dos 70 projetos destaques avaliados por meio dos pitches – vídeos de curta duração. Durante os dias 23 e 24 de novembro, ele foi apresentado na Mostra da FAPEMIG, no evento INOVA Minas, em Belo Horizonte.

Fonte: site da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), sugestão da minha amiga Andrêssa Moreira, a quem agradeço pela contribuição.

Conheça mais sobre o projeto:

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