Primeiro centro odontológico para deficientes no Brasil completa 30 anos

Descrição da imagem: em uma consultório odontológico uma dentista e sua auxiliar estão atendendo um paciente.O primeiro centro de referência no tratamento odontológico para pessoas com deficiência no Brasil completou 30 anos. O local que fica em Araçatuba (SP) foi fundado por professores da Unesp. Eles criaram um método próprio que hoje é modelo para outras instituições no país e no mundo. Nessas três décadas de trabalho, o centro já mudou o sorriso e a vida de mais de 11 mil pessoas especiais.

Em 30 anos, o centrinho já realizou mais de um milhão de procedimentos. Ao todo, 40 profissionais e três voluntários integram uma equipe que oferece atendimento multidisciplinar. A unidade foi a primeira do país a oferecer tratamento odontológico especializado a pessoas com deficiência. Eles criaram um método próprio e viraram referência nacional. “Tínhamos atendimento a esses pacientes na Santa Casa e às vezes tínhamos de tirar todos os dentes do paciente porque não havia condições de tratamento, por isso surgiu a necessidade da criação do centro”, diz Edmur Collestini, ex-supervisor do centrinho.

Fundado em 1984, o centrinho funcionava no centro da cidade. Em 7 anos foram 26 mil atendimentos, até que o espaço ficou pequeno. Para construir uma unidade maior, funcionários organizaram festas e eventos para arrecadar dinheiro. Em 1991 o centrinho ganhava um novo imóvel próprio no campus da Unesp por onde já passaram pacientes de mais de 400 cidades espalhadas por nove estados brasileiros.

O trabalho mudou a forma como a odontologia trata pacientes com deficiência. Profissionais de todo o país e até do exterior buscam capacitação no centrinho. “Temos uma preocupação maior com os pacientes com deficiente, porque existe uma dificuldade maior deles de higienização bucal e os problemas acontecem com muita frequência”, afirma o supervisor do centrinho Osmar Aparecido Cuochi.

Amanda Espósito é uma das pacientes. Ela nasceu com uma doença rara: a Síndrome de Hanhart, má formação genética que impede o crescimento dos membros. O problema dela é grave, mas o sonho da jovem de 22 anos era simples: colocar aparelho e corrigir a posição dos dentes. Foram anos em busca de um dentista que fizesse o tratamento até que a família de Cafelândia (SP) conheceu o centrinho da Unesp em Araçatuba, a 100 quilômetros de casa. “Ela falava que o sonho dela era colocar aparelho e ninguém colocava, falei que poderia realizar o sonho dela, mas por causa das dificuldades dela, ela teria de se privar de fazer algumas coisas”, afirma a dentista Nanci dos Santos Ferreira.

Fonte: site G1 Rio Preto e Araçatuba.

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