Politécnico de Leiria vai ter a primeira biblioteca do país só com livros em braille

O Politécnico de Leiria vai albergar a primeira biblioteca em Portugal só com livros em braille. O projecto “Mãos Que Lêem” destina-se a alunos invisuais, mas não só, que agora podem aceder a obras que são mais caras e raras dos que as outras, como explica à Rádio Comercial uma das responsáveis, Célia Sousa.

A ideia é alargar os géneros literários e a experiência da leitura das pessoas invisuais no Politécnico porque passa a ter, em braille, “livros completamente diferentes dos que existem (livros de estudo, científicos e técnicos) e a oportunidade de lerem, por exemplo, romances que estão na moda e obras literárias que as pessoas não cegas lêem”, explica a professora Célia Sousa. 

Editar um livro em braille custa cerca do dobro em relação aos outros. É também, por isso, que existem poucos, avança a responsável. “É dispendioso e moroso. Não é só traduzir a obra: porque tem de ser editada de novo e formatada segundo as regras do braille e isso consome algumas horas. Só para se ter uma ideia, um livro de 50 páginas impressas, em braille vai dar origem a pelo menos um livro de quase 200 páginas”.

Já estão preparadas para impressão 31 obras adaptadas ao braille que vão encher as prateleiras da nova biblioteca. “Temos já prontos a ser imprimidos, o  último livro da Fátima Lopes, “Viver a Vida a Amar”, também da Inês Pedrosa, “Desnorte” e um de São Tomé”, adianta Célia Sousa.

Fonte: site da Rádio Comercial.

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