Para RH, falta de acessibilidade é maior entrave para contratar pessoa com deficiência

Para profissionais da área de recursos humanos, a maior barreira para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado é a falta de acessibilidade (ambientes de trabalho e tecnologias assistivas adequadas) nas empresas.

O resultado faz parte de pesquisa da Vagas.com em parceria com a consultoria Talento Incluir, especializada na inclusão de profissionais com deficiência.

A falta de acessibilidade foi apontada como um problema por 48,9% dos profissionais, enquanto a falta de gestores capacitados para lidar com pessoas com deficiência foi mencionada por 30,1% dos entrevistados.

Outra dificuldade mencionada com frequência pela área de recursos humanos, é a falta de qualificação dos profissionais com deficiência, citada por 29,5% dos respondentes. Para o levantamento, cerca de 300 profissionais de RH foram entrevistados durante feira do setor ocorrida em São Paulo.

O resultado contrasta com pesquisa feita com profissionais com deficiência, também realizada por Vagas.com e Talento Incluir e divulgada em agosto.

Para apenas 16% deles a falta de acessibilidade é um desafio encontrado no mercado de trabalho.

Ela foi menos citada do que questões como ausência de vagas de trabalho adequadas para seu perfil (66%), baixos salários (40%) e falta de plano de carreira (38%).

Para essa pesquisa, foram entrevistados, a partir da internet, cerca de 4.300 pessoas com deficiência que possuíam currículo cadastrado no portal do Vagas.com.

Segundo avaliação de Rafael Urbano, coordenador da pesquisa no Vagas.com, a convivência com problemas de acessibilidade no cotidiano faz com que pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho, em geral, estejam dispostas a lidar com até certo grau de falta de acesso, o que explicaria o baixo índice deles que indicaram o problema.

Já para as empresas, trazer profissionais com deficiência enquanto ainda existem adequações a serem feitas no ambiente de trabalho pode trazer riscos para a imagem da companhia, caso ela seja alvo de reclamações, o que tende a inibir essas contratações enquanto o investimento em acessibilidade não é feito.

COTAS

A Lei de Cotas define que empresas que têm a partir de 100 funcionários devem contar com um percentual de profissionais com deficiência que varia entre 2% e 5% (quanto mais funcionários, maior a cota).

Dados do Ministério do Trabalho de 2014 mostram que, naquele ano, empresas enquadradas nas exigências da lei teriam de contratar, ao todo, 828 mil pessoas com deficiência.

Porém, no final daquele ano, apenas 327.215 (39,53%) dessas vagas estavam preenchidas.

Fonte: site Diário de Goiás.

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