Os Super-heróis que venceram a deficiência

Foto de um cadeirante em uma bicicleta adaptada para corrida.Quando os seus movimentos estão limitados por uma paralisia, ou pela ausência de parte do seu corpo, ou ainda quando um câncer te coloca entre a vida e a morte, os problemas corriqueiros do dia-a-dia passam a ser banais.

Algo muito mais profundo está em jogo neste momento: a expectativa de viver e a esperança que passa a te acompanhar o tempo todo.

Esperança de ir além, viver e ainda  ser feliz.

Fomos descobrir em Nova York uma organização que surgiu em 1983 com o objetivo de promover a união destas pessoas através da corrida de rua.

Talvez o principal ponto aqui não seja o esporte, mas a inclusão.

Mais do que isso: fazer com que pessoas que poderiam estar na posição de deficientes se tornem os protagonistas das provas de rua.

Para eles o senso de vitória não se resume ao pódio ou medalhas: a vitória para eles é estar vivo.

Achilles International, instituição  presente também no Brasil, nos mostra casos emocionantes de superação com portadores de necessidades especiais que nos dão verdadeiros exemplos de vida.

A representante da instituição Eleanor Cox gentilmente nos respondeu por e-mail ao seguinte:

1 – Como foi que a Aquilles International nasceu? Quais foram os objetivos que se queria alcançar naquele momento?

Em 1976, Dick Traum, um amputado da perna direita, encontrou-se aproximando da meia idade e fora de forma. Depois de aderir a um YMCA local, Dick começou a correr – primeiro pequenas distâncias, em seguida foi chegando a várias milhas. Dentro de um ano, Dick se tornou o primeiro amputado a correr a Maratona de Nova York. A experiência foi uma mudança de vida para ele, trazendo um poderoso sentimento de realização e auto-estima. Em 1983, visando proporcionar a mesma oportunidade a outras pessoas com deficiência, Dick criou o Achilles Track Club, agora chamado de Achilles International.

Foto no momento da corrida em que algumas pessoas com deficiência estão participando.

2 – Existem exemplos institucionais que você segue para executar Achilles International?

Não, nós somos únicos no mundo com essa abordagem.

3 – O que  motiva vocês a fazer este trabalho? Envolvimento, senso de igualdade? A empatia de sentir a dor dos outros?

O que eu mais gosto no meu trabalho é ver a transformação de uma pessoa comum em um super-herói. Quando alguém que tem uma vulnerabilidade física consegue superá-la através do atletismo, isto muda a forma como os outros vêem essa pessoa, e mais importante, muda a maneira como a pessoa vê a si mesma.

4 – O esporte está mudando vidas?

Corrida de longa distância muda vidas. Treinamentos e exercícios nos fazem saudáveis – reduzem a pressão arterial e freqüência cardíaca, e liberam endorfina que cria uma sensação de bem-estar. Você dorme melhor.

Cruzar a linha de chegada alcançando um objetivo nos deixa felizes. Uma pessoa saudável e feliz, com ou sem deficiência, tem muito a oferecer à sociedade.

Você me pediu para lhe contar uma história comovente, e bem perto de mim está a minha colega Selvije Mulaj que já passou por situações sérias. Perguntei Selvie para contar sua história e aqui está:

Foto de uma mulher cadeirante acenando para a câmera antes da foto.

“Eu treinei para a Maratona de Nova York de 2010 da pela Achilles. Quando acabou, eu queria encontrar uma maneira retribuir ao grupo que me ajudou a treinar. Eu comecei como voluntária no escritório e depois me contrataram como funcionária do escritório da instituição. Isso me faz me sentir bem por ter minhas habilidades valorizadas. “

5 – No próximo ano o Brasil sediará os jogos Para-Olímpicos. Você acha que vocês estão representados neste evento? Por quê?

É claro que estamos representados nas Paraolimpíadas! Na Achilles existem atletas que vão desde iniciantes e amadores até atletas olímpicos. Muitos dos nossos acabam integrando a equipe de paratletas dos EUA e participam de diversos eventos. Estamos muito orgulhosos de todos os paratletas!

Fonte: site R7.com

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