O “Dezembro Verde” chega para alertar sobre a prevenção do câncer infantil e da diabetes infantil

Primeiro veio o Outubro Rosa, já o seguinte foi o Novembro Azul e agora chegou a hora dos “Filhos do Brasil”: o “Dezembro Verde”. Uma campanha que visa alertar sobre a saúde e vida das crianças e dos adolescentes.

A cor relacionada à campanha do mês de dezembro é o verde que significa: bem estar, paz, saúde e equilíbrio. Como é uma cor secundária, que vem do Azul; viagem, verdade, intelectualidade, advertência e paz; misturado com o amarelo que transmite; esperança, cuidado, otimismo, foco, inspiração e fidelidade, faz com que esta conscientização ganhe mais força.  Por isso, vamos vestir o verde no mês de dezembro. Os pais precisam estar atentos aos exames responsáveis pelo diagnóstico precoce das doenças. O Brasil é um país que possui uma população jovem. As informações do último CENSO (Censo demográfico 2010) mostram que cerca de 30% da população brasileira se encontra abaixo dos 19 anos.

Já que prevenção é a solução, “Dezembro Verde” é uma campanha que promove uma série de conscientizações voltada para a saúde e vida infanto-juvenil.  Segundo informações do INCA – Instituto Nacional do Câncer – estimam-se, para o Brasil, no ano de 2014, 394.450 casos novos de câncer, excluindo-se os tumores de pele não melanoma. Como o percentual mediano dos tumores pediátricos observado nos RCBP brasileiros encontra-se próximo de 3%, depreende-se, portanto, que ocorrerão cerca de 11.840 casos novos de câncer em crianças e adolescentes até os 19 anos. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos, 5.600 e 2.790, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.350 casos novos), Centro-Oeste (1.280 casos novos) e Norte (820 casos novos).

Para o cálculo do número estimado de tumores pediátricos, para o ano de 2014, optou-se por considerar apenas os valores estimados para todas as neoplasias, sem incluir os tumores de pele não melanoma, justificado por sua magnitude em adultos diferir tanto da observada em crianças e adolescentes.

Diabetes infantil

O diabetes infantil está em crescimento no Brasil. Além do histórico familiar, sedentarismo, obesidade e má alimentação estão entre os fatores de risco para a doença; Por isso, as crianças precisam se submeter periodicamente aos exames fundamentais para o diagnóstico precoce. Em casa, com autotestes, a doença pode ser monitorada e é necessário realizar exames em laboratórios, os de sangue, quando se há alguma suspeita, sempre indicado pelo médico. Diagnosticar e monitorar são as maiores soluções para o controle desta doença que mata silenciosamente.

Diabetes é uma alteração na produção do hormônio insulina, produzido pelo pâncreas ou uma resistência à ação da insulina pelo organismo. Quando a pessoa sofre de diabetes, o pâncreas produz pouca insulina fazendo com que o açúcar fique acumulado no sangue.

Existem dois tipos de diabetes, a do tipo 1 e a do tipo 2. O diabetes tipo 1 é o mais comum em crianças, pois pode surgir desde as primeiras semanas de nascimento até os 30 anos, mas é entre os 5 e 7 anos, durante a puberdade que mora o perigo e a atenção precisa ser redobrada. A diabetes está relacionada a falta ou pouca produção de insulina, o que faz com que não se consiga controlar a taxa de glicose ingerida.
Já a diabetes tipo 2 é hereditária e acontece quando as células resistem à ação da insulina, mesmo que sua produção seja normal. Antigamente era uma doença de adulto, mas com a elevação da taxa de obesidade infantil associada a uma vida sedentária e com maus hábitos alimentares, esse tipo de diabetes aumentou consideravelmente entre as crianças.

Algumas dicas valiosas para prevenir a diabetes são o aleitamento materno, evitar a alimentação artificial rica em açúcares desnecessário nesta fase. Então se deve manter uma alimentação saudável para evitar a obesidade infantil. Outra ideia boa para ser aderida pelos pais é levar as crianças para brincarem e praticarem esportes e assim, evitar que fiquem sedentários.

Uma coisa é certa, quanto mais cedo a diabetes for detectada, menores são as chances de complicações futuras. Portanto, notando os sintomas da diabetes infantil (sede, aumento de fome e emagrecimento, aumento do número de vezes em que urina, mal estar, sonolência, fraqueza, tonturas, câimbras e formigamentos) o ideal é partir para os testes. Mas, o exame destro pode assustar os pequenos, pois é preciso furar o dedo anelar e colher uma gotinha de sangue para verificar a quantidade de glicose no organismo.

Esta campanha tem que se espalhar o máximo possível no próximo mês de dezembro. Desta maneira, não só dezembro, mas todos os meses, iremos comemorar a vida dos filhos do Brasil.

Fonte: site do Jornal Cone Sul.

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