‘Mouse mental’ para ajudar pessoas com deficiência

A tecnologia aplicada em games poderá ser utilizada no auxílio de deficientes físicos. Uma empresa privada e a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) lançaram nesta semana um sensor capaz de detectar ondas cerebrais e transformá-las em comandos para serem usados no computador e celular. O “mouse mental” poderá ajudar pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

O “MindWave” utilizada ondas cerebrais e algoritmos matemáticos para funcionar. Ele faz parte do projeto “Julia”, que desenvolve equipamentos para surdos e mudos.

Foto de um senhor utilizando um aparelho em sua cabeça como se fosse um fone de ouvido.

Segundo Manuel Cardoso, professor do Núcleo de Robótica e Automação da UEA, o desenvolvimento do projeto teve início há um ano. A difusão do MindWave pode ajudar pessoas impossibilitadas de utilizar aparelhos ópticos.

“Essa é uma doença muito avassaladora, que tira completamente os movimentos da pessoa. O mouse óptico é um equipamento impressionante, no entanto, para essas pessoas, até mesmo o movimento dos olhos, depois um tempo, se torna limitado. Então nós vimos a necessidade de desenvolver esse sensor que utiliza a atividade cerebral, pois ela é a única função do corpo que permanece no paciente”, afirmou.

De acordo com o professor, mesmo com outros sensores disponíveis no mercado, o software desenvolvido para uso de pacientes com esclerose lateral é pioneiro. Pessoas com paralisia cerebral, ou que estejam em estado vegetativo, estão dentro da possibilidade de uso do equipamento de acordo com Cardoso.

“Isso é um avanço. O passo agora é iniciar os testes, já que o objetivo de desenvolver tecnologia é colocá-la acessível a todos, afinal é um conhecimento científico que deve ser empregado”, concluiu o professor.

Ainda não há previsão para a chegada do aparelho ao mercado. “Dentro do cenário que nós temos e no decorrer das pesquisas, eu acredito que nos próximos dois anos essa tecnologia já esteja no mercado, e nós temos o interesse para que isso se torne efetivo e beneficie a comunidade. Os familiares dessas pessoas com necessidades especiais demonstram muita alegria com a chegada dessa novidade”, disse o reitor da UEA, Cleinaldo Costa.

O “mouse mental” poderá ser usado em computadores e celulares. O valor do novo sensor ainda não está definido, porém Manuel Cardoso indica que o preço poderá custar até R$ 5 mil.

Atualmente, segundo Manuel, existem aproximadamente 15 mil pessoas cadastradas na Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica, que poderiam fazer uso da novidade.

Fonte: site Imasters (Com informações de G1).

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