Maquete do Parque Olímpico proporciona percepção para deficientes

Foto da maquete do Parque que está acessível às pessoas com deficiência visual.Com a proximidade dos Jogos Olímpicos e para marcar a data de 500 dias restantes para a chegada da competição, foi inaugurada, nesta segunda-feira, no Instituto Benjamin Constant, local de ensino para pessoas com deficiência visual, no Rio de Janeiro, uma maquete sensitiva representando o Parque Olímpico da Barra. 

A maquete foi criada com o objetivo de permitir que pessoas com deficiência visual possam ter a  percepção espacial no Parque Olímpico. Além disso, segundo o presidente da empresa Olímpica Municipal (EOM), Joaquim Monteiro, a maquete poderá ser apreciada por outras pessoas.

“Com a maquete, o público poderá conhecer o Parque Olímpico em uma versão fiel, reduzida e real. A maquete já é lúdica, porque atinge criança, adulto, todo mundo. E no caso de uma maquete tátil, mais ainda, porque deficientes visuais também vão poder sentir o Parque, perceber a Vila Olímpica, as ruas, a lagoa, a vegetação, os volumes”, declarou ao site Rio 2016.

A base da obra é de madeira e MDF, os prédios são de acrílico, de chapas de PVC e também de madeira. Tinta, plástico, areia e outros materiais foram utilizados na confecção da miniatura.

Os cegos, ao tocarem a maquete, reduzida proporcionalmente ao mundo real, poderão ter a noção do tamanho real das estruturas, além de poder conferir as identificação das instalações, pois elas foram feitas em braille.

O arquiteto Flávio Papi, de 60 anos, responsável pela construção da miniatura, falou sobre o desafio de construí-la e sobre os cuidados para que as pessoas não se machuquem. “Uma maquete comum normalmente é muito delicada, mas essa maquete tátil precisava ser resistente, pois é aberta e será tocada constantemente, e, ao mesmo tempo, segura ao toque. Alguns elementos foram eliminados da obra, como a representação das pessoas e dos postes da maquete, que seriam muito finos e pontiagudos e poderiam machucar as pessoas”, explicou ao site oficial do Rio 2016.

Marcos Lima, que é cego, ex-atleta e membro de Integração Paralímpica do Comitê Rio 2016, falou da importância desse tipo de iniciativa para deficientes visuais.

“A nossa ideia é possibilitar que a pessoa com deficiência visual toque e sinta não apenas a posição de cada arena, mas também sua forma e construção. Eu, particularmente, amo maquetes e miniaturas, tenho uma coleção em casa, pois é a forma como eu consigo ver o mundo. Esta maquete está mudando a minha forma de ver o Parque Olímpico, e isso não é só pra mim”, disse.

“A maquete estará disponível a todos Comitês Paralímpicos e Olímpicos Nacionais que visitarão o Parque Olímpico durante sua construção e, principalmente, a todos os cariocas, brasileiros e estrangeiros que vão estar no Parque Olímpico durante os Jogos”, concluiu ao site oficial do Rio 2016.

Quando praticava esportes, Marcos Lima foi campeão brasileiro do futebol de 5.

 Fonte: site do Jornal O Tempo.

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