Guarda Municipal faz campanha para conscientizar motoristas

A Guarda Municipal de Teresópolis iniciou na última segunda-feira, 16, a campanha ‘Respeite a Vaga do Deficiente Físico’, cujo objetivo é conscientizar os condutores sobre a importância de respeitar as vagas restritivas. Dentro das ações previstas, aconteceu palestra na sede da corporação com o depoimento do guarda municipal Brasil, do tenente da Polícia Militar Paulo Andrade, de Wallace Cadeirante e do motociclista Márcio ‘Trovão’.

Nesta terça-feira, 17, cadeiras de roda foram colocadas propositalmente em vagas ‘normais’ da Praça Baltazar da Silveira, junto à Matriz de Santa Teresa, na Várzea. A dinâmica quis proporcionar aos motoristas a mesma sensação que uma pessoa com necessidades especial tem quando encontra sua vaga ocupada por um carro dirigido por uma pessoa dita saudável. As cadeiras estavam adesivadas com os dizeres: “É só um minuto”. A frase, segundo agentes que cuidam do trânsito, é a mais usada como ‘desculpa’ por quem é flagrado estacionado nas vagas especiais.

O motociclista Márcio ‘Trovão’, que perdeu uma das pernas em um acidente, é um incentivador dessa campanha. “Sou um cara que gosta muito de cobrar e há muito tempo em cobro da Guarda Municipal. Só que eles não podem fazer a coisa sozinhos. Se não houver consciência e respeito ao próximo, não adianta”, avalia. “Fiquei apavorado em saber que a cidade tem 92 escolas, 90 mil carros emplacados, três rondas escolares e que a Guarda tem um efetivo de dez pessoas por dia para isso tudo. Acho que fazem milagre. Retirei toda a cobrança deles. Vou exigir dos superiores. A cidade precisa de pelo menos 30 agentes para funcionar”, sugere.  

População tem que fazer a sua parte

De acordo com ele, a população também tem papel importante nesse processo de conscientização. “Uma cidadã viu um carro em cima da calçada e ligou para a Guarda, que foi lá, multou e fez o dono retirar o carro. A mesma mulher postou uma crítica, malhando a guarda. É difícil agradar. Falta efetivo, sim, mas falta principalmente educação do povo. O que nós deficientes pedimos é respeito”, finaliza.

Outro que acompanhou os colegas nas ações foi o agente Rogério Brasil, atualmente aposentado por também ter perdido uma das pernas em um acidente. “Estou aqui dando apoio e ajudando a conscientizar. Todos nós sabemos que as vagas são poucas para os deficientes e que uma minoria que não tem consciência acaba desrespeitando isso. O guarda chega com educação e ouve que é ‘só um minutinho’. Acho essa iniciativa muito boa e tenho certeza que vai fazer as pessoas pensarem. Isso já aconteceu comigo, procurar uma vaga e encontrar ela ocupada por essas pessoas que só ficam ‘um minutinho’”, relata.  

35 vagas na cidade

Coordenador da Guarda Municipal e idealizador da campanha, o agente Gil Wellinton comenta a iniciativa. “A campanha foi criada para chamar atenção para essa prática. Hoje temos 35 vagas de deficientes em toda a cidade. É uma média acima do mínimo previsto em lei”, comenta. Segundo Gil, o cartão emitido para que idosos estacionem sem pagar o ‘pare legal’ não autoriza a parada nas vagas para deficientes. “Essa lei foi criada em 2009 pelo município, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro. Nós emitimos um cartão azul que dá exclusividade só para o deficiente à vaga; e o do idoso, amarelo, que não paga o pare legal e que não dá direito de parar na vaga de deficiente. Isso acontece muito na nossa rotina e os guardas acabam ouvindo reclamações. Estamos conscientizando agora e a partir do dia 20 quem desrespeitar a lei vai ser rebocado para o Depósito Municipal. A vaga de deficiente é exclusiva e não tem tolerância nem de um minuto. É a única multa que não tem recurso”, alerta.

Outra iniciativa que integra a campanha será a fiscalização especial que acontecerá na quinta-feira, 19, a partir das 14h, em ruas do centro da cidade. A ação de conscientização contará com a participação de agentes da Guarda Municipal e também de deficientes físicos. Na ocasião, os motoristas que desrespeitarem a lei de trânsito e estacionarem em vagas destinadas aos deficientes receberão uma ‘multa moral’, ou seja, um adesivo de cor azul que não notifica, mas orienta e conscientiza o motorista sobre o descumprimento de tal determinação.

A Secretaria de Segurança Pública ressalta que estacionar em vaga destinada a deficientes físicos é considerado uma infração ao código de trânsito brasileiro, sujeita à multa e perda de três pontos na carteira de habilitação.

Fonte: site Net Diário.

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