Globo não passa Paraolimpíada, mas diz que ajudou evento de outras formas

A Globo exibiu o compacto com os melhores momentos da cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos do Rio-2016, no fim da noite do feriado de 7 de setembro, atingiu cinco pontos de audiência acima da média histórica do horário. Não foi o suficiente e as críticas apareceram nas redes sociais.

A emissora não exibe as Paraolimpíadas ao vivo, diferentemente do que ocorrera nas Olimpíadas, em agosto. No mês passado, a programação diária era quase totalmente dedicada às disputas: de manhã era o handebol; à tarde, basquete e ginástica; à noite, futebol, vôlei. Com flashes em diversas modalidades com natação e atletismo.

A diferença no tratamento aos paraolímpicos é nítida. O único espaço fixo é o “Boletim Paralímpico”, programa criado especialmente para o evento, comandado pela apresentadora Cristiane Dias com comentários de Fernando Fernandes, que entra no fim da noite. Eventos ao vivo? Não tem. Na TV aberta, a única a transmitir eventos inteiros é a TV Brasil (para São Paulo, a TV Cultura retransmite o sinal da TV Brasil), uma empresa do governo federal. Porém, sem o mesmo alcance da Globo. A emissora carioca optou por flashes com as principais provas de brasileiros.

Os principais programas jornalísticos, porém, estão sendo generosos com os Jogos. Na noite de sexta-feira (9), por exemplo, o Jornal Nacional dedicou quase um quarto do noticiário aos paraolímpicos. O Fantástico, no domingo, 11, também deu ampla cobertura.

“Toda a programação da Globo está abraçada aos Jogos Paraolímpicos. Durante o dia, estamos entrando com flashes para mostrar momentos especiais de atletas brasileiros e da competição. O tema está presente nos nossos programas esportivos, jornalísticos e, inclusive, nos de entretenimento. Diariamente, a Globo coloca no ar o Boletim Paralímpico, programa criado especialmente para os Jogos, comandado pela apresentadora Cristiane Dias com comentários de Fernando Fernandes”, diz nota enviada pelo departamento de comunicação da Globo para a reportagem.

“Mas o nosso compromisso com os valores paraolímpicos vai além da transmissão. Desde muito antes de os jogos começarem, incentivamos a compra de ingressos antecipadamente, mostramos a chegada das delegações e dos atletas, a preparação da cidade para receber o evento, as questões de acessibilidade e os melhores momentos da Cerimônia de abertura em horário nobre com grande audiência”, completa.

Os direitos das Paraolimpíadas pertencem à Globosat, da qual faz parte o Sportv. O canal vai chegar ao dia 18 de setembro com a marca de 160 horas transmitidas. No final da semana passada, anunciou que os Jogos fizeram o Sportv 2 bater recorde de audiência. O canal a cabo das Organizações Globo também negociou os direitos com a TV Bandeirantes, que exibe sem muito alarde a competição.

Os atletas preferem não criticar a escolha da Globo em não exibir ao vivo. “Já foi muito pior, antigamente as pessoas nem sabiam o que era futebol de cegos, agora já passa na TV a cabo”, disse Ricardinho, camisa 10 da seleção brasileira de futebol de 5 (para cegos).

A Rio-2016 também é contrária às críticas a emissora. “Não temos recebido nenhuma outra coisa da Globo que não seja apoio. Apoio incondicional. O programa noturno da emissora é muito bom. Aos poucos, os Jogos Paraolímpicos vão ganhando seu espaço e isso ficará como legado da Rio-2016”, afirmou Mario Andrada, porta voz da organização.

Fonte: site UOL por Bruno Doro e Daniel Brito do UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro com foto de REUTERS/Sergio Moraes.

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