Fotógrafo mineiro convida crianças especiais a dar asas à criatividade

Foto de uma das crianças voluntárias fazendo pose para a foto.Vontades transformadas em realidade, mesmo que por um curto espaço de tempo. Após a série “Realizando Sonhos”, com imagens de crianças com algum tipo de deficiência concretizando sonhos, o fotógrafo e publicitário mineiro (de Andradas) João Fábio Matheasi, 30 anos, pretende direcionar seu olhar para a terceira idade. “Construindo Sonhos – Terceira Idade” deve ser concluído até o fim deste ano.

O denominador comum: pessoas que enfrentam limitações físicas ou mentais – os jovens, por ocorrências da vida; os mais idosos, pelo desgaste da máquina corporal. O primeiro ensaio flagrou crianças atendidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Os primeiros contatos com instituições vieram da época em que Matheasi trabalhava como apresentador, em uma emissora de TV. “Depois que me profissionalizei como fotógrafo fui procurado por uma fisioterapeuta e uma fonoaudióloga, que pesquisavam oficinas para pessoas com deficiências físicas”.

Foi quando João Fábio lembrou-se da experiência de um colega na Eslovênia. Na série “Le Petit Prince” Matej Peljhan fotografou um vizinho, o cadeirante Luka, de 12 anos,nadando, dançando e andando de skate. “Peguei uns tecidos na loja da minha mãe, em Andradas, e fizemos os cenários”, lembra.

No Facebook, as imagens ganharam repercussão. “Recebi mensagens de Nova York, Buenos Aires, Paquistão e até de eslovenos”. Aliás, Matheasi aguarda contato com Matej, por meio da internet. Os projetos, incluindo o dos idosos, ganharam patrocínio de empresas do Sul de Minas.

Debate de superação

Matheasi participou da mesa “Inclusão Social”, no Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços), junto à atriz, consultora de inclusão de profissionais com deficiência Tábata Contri, coautora do livro “Inclusão – Conceitos, Histórias e Talentos das Pessoas com Deficiência” e sócia-proprietária de uma empresa especializada na recoloca-ção destes profissionais.

Cadeirante desde os 20 anos, por causa de um acidente de carro, Tábata viu nas implicações do problema que sofreu – e na superação deles – uma oportunidade para trabalhar. Hoje, aos 34 anos, dirige um carro adaptado e viaja sozinha pelo Brasil todo de avião, prestando consultoria a empresas e fazendo palestras. 

“Trabalho muito dirigindo. Agora volto para São Paulo, depois, vou para o Espírito Santo… Quando me formei para atriz já era cadeirante”, conta. “Trabalhava em um shopping. Tirei uma folga no Rèveillon e fui para a praia, com um amigo. O carro aquaplanou por causa de água na pista, rodopiou e caiu em uma ribanceira. Eu estava sem o cinto. Na hora, não senti mais as pernas”, diz, lembrando o acidente que a deixou paraplégica. Os demais passageiros sofreram ferimentos leves.

Evento gratuito, o Flipoços está na 10ª edição. Quase 90 escritores se revezam em palestras e debates até 3 de maio na cidade das águas sulfurosas.

Programação: www.flipocos.com * A repórter viajou a convite do Flipoços

Fonte: site do Jornal Hoje em Dia por Elemara Duarte.

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