Falta de intérprete de libras causa saia justa em evento da tocha paraolimpica

A falta de um intérprete de libras na cerimônia de acendimento da tocha paraolímpica, no CTPB (Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro), causou uma saia justa neste domingo (4).

No evento, que contou com diversas atividades no CTPB, havia seis intérpretes e dois guias intérpretes para surdos-cegos. Mas no palco em que a pira e a tocha seriam acesas o responsável pela tradução chegou nos instantes finais, após uma série de apresentações e discursos de autoridades, e somente depois da reclamação de uma pessoa surda.

Vinicius Schaefer, 32, professor universitário surdo estava no evento e ficou indignado.

“Eu vim participar da paraolimpíada e não tinha intérprete. Precisava ter um em um local alto, onde os surdos pudessem ver, mas não tinha”, disse à Folha.

Ele, que é candidato a vereador em São Paulo pelo PSDB, diz que o ideal seria que tivesse também um telão ou televisões para que o público presente pudesse acompanhar a cerimônia.

A assessoria da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, organizadora do evento, afirmou que estava prevista a participação do intérprete desde o começo da cerimônia, mas que ele acabou sendo abordado para auxiliar alguém no caminho e se atrasou.

“É importante que tenha um intérprete no evento para que a gente possa participar também”, disse Schaefer. “Senão eu sempre fico dependendo de minha intérprete pessoal”, afirmou.

Fonte: site Folha de São Paulo por Adriano Maneo (matéria e foto).

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