Estudantes fazem coral de Libras para enturmar colega deficiente em Leme

Com o objetivo de incluir uma estudante com deficiência auditiva aos demais alunos da escola, a intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Rachel Lopes da Cunha, de Leme (SP) teve uma ideia que atraiu a atenção de muitos: um coral. O grupo existe há cerca de três anos e também ajuda a ensinar a linguagem de sinais aos interessados. 

O coral de Libras foi criado quando a aluna Larissa de Souza Silva entrou na Escola Estadual Maria Joaquina de Arruda. Ao vê-la quieta e sem se comunicar com ninguém, a intérprete dela decidiu que precisaria agir e fazer algo que ajudasse a mudar a situação.

“Cheguei na escola e encontrei uma menina tímida, assustada. Agora, três anos depois, vejo essa moça linda, que é feliz, conversa com todo mundo e ainda é um exemplo para todos nós”, disse Rachel Lopes da Cunha.

Rapidamente, muitos estudantes se entusiasmaram com a ideia e quiseram entrar no projeto.

Três anos após, três alunos ficaram fluentes na linguagem de sinais e se tornaram grandes amigos da estudante, que agora agradece pelas novas amizades. “Eu gostei muito de ver os surdos e os ouvintes juntos, me senti muito feliz e emocionada. A comunicação entre os surdos e os ouvintes é muito importante”, gesticulou Larissa.

“A gente vê o quanto é difícil se comunicar, para a gente interagir com outras pessoas, e ela não, para ela parece ser muito fácil, então ela é o meu exemplo de vida”, desabafou a estudante e amiga de Larissa, Isabela Guilhard.

Interação
As apresentações do coral, que interpretam músicas de artistas como Titãs e Roberto Carlos, também emocionam os telespectadores, na maioria, estudantes da mesma instituição escolar.

“Dá vontade até da gente mesmo aprender Libras, acho bem interessante”, contou a estudante Paola Ambrozini.

A mãe, que acompanha todos os eventos do grupo, se assume orgulhosa em ver a filha se comunicar com outras pessoas, coisa que antes era difícil de conseguir. “O coral foi muito especial na vida dela. Ela se desenvolveu de uma forma absurda e é só orgulho, é o que resume a mãe da Larissa”, contou Laudenora Galdino de Souza.

Fonte: site G1.com São Carlos e Araraquara.

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