Dia da Síndrome de Down: Muito mais iguais do que diferentes

Hoje é o dia Mundial da Síndrome de Down, o Lifestyle ao Minuto conta-lhe a história de uma família como outra qualquer, mas que tem um filho com um cromossoma a mais.

“Só soube no nascimento. Mas achei sempre que íamos lutar por ele”, é assim que Carmo Turquin fala quando recorda o momento em que soube que o seu filho tinha Síndrome de Down.

Carmo Turquin é mãe de Henri – que aos 25 anos assume o cargo de tratador de cavalos – e ainda faz parte do Pais 21, um grupo de pais e amigos de pessoas com Trissomía 21, ou Síndrome de Down.

Sobre o seu filho, conta que muitas vezes nem se lembra que ele tem Síndrome de Down. Isto porque ele é tão independente como qualquer jovem da sua idade. Apanha os transportes públicos, usa o multibanco, tem os seus amigos e as suas paixões e ainda tem um trabalho.

Claro que, como destaca Carmo, têm uma forma diferente de aprender, “precisam de mais estímulo visual e aprendem ao seu ritmo”, mas “são muito mais iguais do que diferentes”. Estudam em escolas regulares, aprendem tudo o que os outros aprendem, têm sonhos e são capazes de surpreender.

Carmo destaca que o mais importante é que os pais, professores, amigos e a própria comunidade aposte neles. E ressalva ainda que o mais importante que lhes podem dar é algo que “não custa dinheiro nenhum”: ensiná-los a saber estar e dar-lhes educação. “É o trabalho dos pais e é essencial para a adaptação deles na sociedade”.

A Síndrome de Down é uma “anomalia genética que faz com que em cada célula do nosso corpo haja um cromossoma a mais no par 21, e as pessoas tenham um aspeto físico caraterístico e um défice cognitivo, muito variável em cada pessoa”, explica o site do Pais21.

Carmo explica que “o que exprimem é menos do que o que pensam”, até porque geralmente falam de forma característica porque têm o céu da boca com um formato diferente e geralmente têm uma língua maior.

Têm “mais memória visual de que auditiva” e “os conceitos abstratos são mais difíceis de entrar”, mas têm uma enorme capacidade social e “veem-se como pessoas normalíssimas”.

Cerca de uma em cada 800 gravidezes tem o diagnóstico de Trissomia 21. Sendo que cerca de 90% são interrompidas voluntariamente.

Carmo destaca que há muita falta de informação e ainda algum preconceito. “Temos medo do que não conhecemos, mas é muito importante procurar informação” e que essa informação esteja atualizada – é nesse sentido que o Pais 21 trabalha, tentando informar os pais, os médicos e os educadores.

Carmo conta que muitas vezes são os próprios médicos que passam a informação errada, espalhando mitos de que as crianças com Síndrome de Down nunca vão aprender nada ou que não vão andar ou que os casais se divorciam por causa delas – tudo coisas que não são verdade, até porque Carmo sublinha que pelos vários casos que conhece através do Pais 21, é possível conseguir uma vida autónoma, mesmo tendo um cromossoma a mais.

Fonte: site do Jornal Lifestyle ao Minuto por Vânia Marinho com Elsa Pereira – Foto da Internet. 

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