CINEMA – Olhando Pras Estrelas: muito além da cegueira

(São Paulo, BR Press) – Inclusão é um tema forte na 40a. Mostra Internacional de Cinema e, por isso, vale destacar um filme especial nesse sentido: Olhando Pras Estrelas (Looking at the Stars, 2016), do brasileiro Alexandre Peralta. O filme segue duas dançarinas da primeira e única escola de balé para pessoas com deficiência visual do mundo: a Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini, na cidade de São Paulo. 

Trata-se de um documentário emocionante que, ao longo de três anos, acompanhou Geyza, que, além de ser a primeira bailarina da companhia, é também professora na escola, e Thalia, uma adolescente que, apesar de todas as suas dificuldades, tem como sonho viver da dança. “Começamos este projeto como um retrato do trabalho da escola”, conta o diretor sobre o curta-metragem que originou o longa. “Ao longo do caminho, as histórias nos levaram a lugares que não esperávamos. Também aprendemos que os maiores desafios vão muito além daqueles que estavam na superfície, que, no caso delas, é serem cegas”, diz Alexandre Peralta.

Baryshnikov

A Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini apoia em sua maioria mulheres jovens de famílias de baixa renda e comunidades dentro e ao redor de São Paulo. Fundada há vinte anos, participou de muitas apresentações importantes, como a cerimônia de encerramento das Paralimpíadas de Londres, em 2012, o espetáculo de abertura para o Ballet Real da Dinamarca,  além de conquistar a admiração de ninguém menos que Mikhail Baryshnikov.

Olhando Pras Estrelas recebeu prêmio de melhor documentário da HBO/NALIP (Associação de Produtores Latinos) e participou de vários festivais internacionais. Recentemente o longa foi exibido no Los Angeles Film Festival, e essa é a primeira vez que o filme será exibido no Brasil. “Ter o meu primeiro filme na Mostra é um grande orgulho. Pensamos o filme todo para ser uma experiência imersiva para todos, com grande foco no trabalho de som, que foi feito na Skywalker Sound, em São Francisco. Por isso, estamos muito ansiosos com a reação dos bailarinos e do público”, afirma Alexandre Peralta. 

Fonte: site BR Press.

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