Alzheimer: quem cuida dos cuidadores?

Muitas vezes quando ouvimos falar que algum idoso conhecido está com a doença de Alzheimer, o primeiro comentário que fizemos é dizer “coitado, que triste deve ser para ele passar por isto”. E esquecemos que mais difícil ainda deve ser a situação de quem cuida deste doente, especialmente se for um filho (mais comum que seja uma filha) ou outro parente bem próximo. Este cuidador enfrenta, sem dúvida, uma barra pesadíssima, super estressante, e nem sempre todos os seus esforços são reconhecidos pelos outros familiares.

Acabo de ler um artigo sobre este tema escrito pelo médico neurologista Martin Portner, mestre em neurociência pela Universidade de Oxford (EUA). Segundo ele, um em cada oito pessoas nascidas no pós Segunda Guerra vão adoecer de uma demência irreversível. No ano passado, o número de pessoas de todas as idades com doença de Alzheimer nos EUA totalizou 5,4 milhões; e no Brasil, 1.5 milhão. A cada ano surgem 100 mil novos casos.

O médico ressalta que quando se fala em Alzheimer e nas suas consequências, é preciso levar em conta também o impacto da doença sobre as pessoas  que cuidam daqueles que perdem a memória, o juízo e se tornam incapacitados e dependentes.  Os números são alarmantes: De 2017 em diante, um em cada três brasileiros cuidarão de uma idosa com demência.  E quem cuida destes cuidadores?

Martin Portner dá um conselho: Se você vai cuidar ou está cuidando de um familiar com demência, precisa  conhecer este conjunto de quatro fatores que lhe assegurarão uma jornada um pouco mais “leve”, se é que isso é possível. São eles:  saúde, alimentação, exercícios e controle emocional. “Cuidar de um enfermo mental é sobrecarga física e emocional; não raramente, pessoas adoecem pelo fato de estar cuidando de alguém nestas condições”, diz o médico.  Alimentar-se bem é importantíssimo. A caminhada diária ou alguma outra forma de atividade física trará resistência física e emocional para enfrentar o que está por vir.

Manter as emoções em ordem (ter autocontrole emocional) é a outra exigência imperativa para cuidar do familiar com doença de Alzheimer. Ver a mãe ou o pai que há poucos anos exibiam energia, confiança a afetividade se transformar em pessoas indóceis, esquecidas, sem juízo e rabugentas representa um peso descomunal. Essa situação gera um imenso vazio, que precisa ser preenchido com sentimentos de gratidão e orgulho de poder presente perto e ajudar neste momento tão difícil. O saldo interno cresce, diz o neurologista.

ATENÇÃO: a fonte das matérias publicadas neste blog, sempre será indicada. Caso tenha alguma dúvida sobre a matéria ou algo nesse sentido, peço a gentileza em entrar em contato com os responsáveis pela a fonte.

Fonte: site Diário Catarinense DC por Viviane Bevilacqua.

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