Alzheimer, o “mal” que habita em mim

Não sei como começar esse texto. Se eu lembrar sobre o que queria falar, continuarei escrevendo a seguir…. acho que estou lembrando mais ou menos o que queria compartilhar. Bem, vou tentar.

Sempre fui uma pessoa muito ativa, desenvolvida, articulada e gosto muito de ler, pois me ajuda a conhecer novas palavras e aumentar o meu… como é o nome quando você aprende várias palavras e pode usá-las em determinado momento? …. Enfim, gosto muito de ler.

Tenho muitos amigos e colegas, mas não sei para onde eles foram. Em determinados momentos sinto falta dessas pessoas, das palavras, das lembranças e não consigo entender o porquê delas terem “sumido” ou simplesmente porque não vieram me visitar.

Sei que lembro de pouca coisa, mas me disseram sobre um tal de Alzheimer, particularmente não o conheço, quem sabe um dia? Não sei se ele fazia bem ou mal as pessoas, sei que tenho pouca lembrança dele. Espero que ele não seja “mal”, pois já está muito difícil viver nesse mundo com tantas coisas horríveis, chega de maldade!.

Creio que minha história não é diferente das demais. Tenho minha esposa, dois filhos e um cachorro, acho que quem me entende melhor é o…. ai Deus, qual será mesmo o nome do meu cachorro? Ah, não importa!

As vezes quando falo com minha família, sinto como se eles estivessem longe ou em uma viagem sem volta e quando eles falam comigo, eu que gostaria de viajar, pois não consigo entender e conversar sobre esses assuntos depois.

Neste exato momento, não sei se lembro porque comecei a escrever tudo isso, mas espero que isso ajude a qualquer pessoa que está lendo esse texto a lembrar de alguém ou de alguma coisa. Talvez você que está lendo, conheça o senhor Alzheimer e possa me apresentar um dia. Desta forma, vou falar com ele que muitos dizem que ele é mal, mas creio que ele seja bom, pois lembrei que minha esposa comentou que ele veio silenciosamente me visitar outro dia.

Não sei dizer se somos amigos, mas espero que ele me ajude a lembrar do que preciso, mas se não for possível, que também não me atrapalhe. Bem, é isso… Um abraço a todos.

Atenção: esse texto é fictício, ou seja, não se trata de um caso real. Desenvolvi o mesmo inspirado ao assisitir o filme Para sempre Alice que conta a história de uma professora universitária que descobre que está com Alzheimer.

Por Fernando Tôrres Campos – Publicitário e Presidente do Sempre Incluídos.

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